terça-feira, 30 de outubro de 2012

Campanha do Dia Mundial do Coração


 
Esta será a primeira vez que a comemoração organizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC terá amplitude tão grande e o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Carlos Alberto Machado, explica que o objetivo é virar o jogo. “Vamos fazer com que em vez de apenas atendermos os infartados e vítimas de AVC, trabalhemos na prevenção de doenças e promoção de saúde, levando informações e promovendo atitudes que evitem a ocorrência das doenças cardiovasculares”. Para isso, completa, “é preciso motivar e sensibilizar o médico que atua na ponta do sistema de Saúde, que trabalha junto à população na UBS, no atendimento às famílias no local mais próximo de onde elas residem”.

O programa a ser desenvolvido conta com apoio do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde – CONASEMS, dos Conselhos de Secretários Municipais de Saúde – COSEMSs e das Regionais da SBC. Uma aula foi desenvolvida pela Diretoria de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC para profissionais da área de saúde e está disponível na internet e uma cartilha para a população apresenta os fatores de risco que levam à morbidade e mortalidade cardiovascular e à consequente mortalidade que é altíssima, pois 320 mil brasileiros morrem a cada ano devido a doenças cardiovasculares.

O vídeo tem a apresentação do coordenador do programa “Agita São Paulo”, Victor Matsudo, e de Annie Bello, do Instituto Nacional de Cardiologia e mostra a importância da atividade física e de ter uma alimentação saudável, como fatores de prevenção.

link para o video:
http://www.webtvsbc.com.br/default.aspx?play=576&status=onDemand&cnl=117&tag=all&pos=156&ts=2#abas

publicado www.saudeweb.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

UERJ SEM MUROS, 2012

Trabalho desenvolvido na área de Nutrição e Aterosclerose no INC

Parabéns Karine pela apresentação e pela colaboração da Diuli!!

ASSOCIAÇÃO ENTRE CIRCUNFERÊNCIA DO PESCOÇO E HIPERTRIGLICERIDEMIA EM PACIENTES COM SÍNDROME CORONARIANA CRÔNICA
O objetivo do estudo foi avaliar a associação da PP com os dados antropométricos e bioquímicos em uma população de pacientes cardiopatas.
Foi realizado um estudo transversal com 53 pacientes com síndrome coronariana crônica, admitidos no ambulatório de coronariopatias de Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro. Todos os indivíduos apresentavam dislipidemia controlada por medicamentos.
Avaliou-se as medidas antropométricas (peso corporal, índice de massa corporal (IMC), perímetro da cintura (PC) e do pescoço (PP) e avaliação bioquímica. Os dados foram avaliados com o auxilio do programa computacional Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 18.0.
A amostra constitui-se de 53 pacientes (31homens e 22 mulheres) sendo a população composta por mais homens 58,4%. A média da idade dos participantes foi 63,03±8,37 anos, sendo a média 62,09±7,30 anos 64,36±9,70 anos, para homens e mulheres, respectivamente.  Dos homens 27,3% apresentavam angina estável e 69,7% com história prévia de infarto agudo do miocárdio.  A Tabela 1 apresenta a distribuição dos indivíduos estudados.
A correlação de Pearson pode ser avaliada na tabela 2, onde mostra os resultados do PP com as variáveis antropométricas, o perfil lipídico e a glicemia, segundo o sexo.
A correlação mais evidente foi verificada entre a PP e o IMC tanto para os homens (r= 0,820; p<0,05) como para mulheres (r = 0,549; p<0,05) e da PP com a PC somente em homens ( r =0 ,787; p<0,05) e da PP com o peso corporal (r=0,837 ; p<0,05), (r=0,565; p<0,05) homens e mulheres respectivamente. Sendo esses dados de acordo com os achados  de Ben-Noun e colaboradores  que investigaram a relação entre a PP e fatores de risco para DAC, os homens quando comparados as mulheres eram mais pesados e altos e possuíam PP mais elevado15.
Nossos resultados sugerem que a mensuração do PP deve ser incluído na prática clínica, por ser um método simples de realizar e por sua capacidade de estimar os fatores de risco cardiovasculares.

UERJ SEM MUROS, 2012

Apresentação dos dados do projeto Nutrição e Aterosclerosclerose desenvolvido no Instituto Nacional de Cardiologia.
Parabéns JANAINA FORTUNATO pela apresentação do poster na USM, 2012.

Segue um breve resumo do trabalho:

Avaliação do comportamento e do hábito alimentar em pacientes em pacientes com dislipidemia
No nosso trabalho avaliamos prevalência dos múltiplos fatores de risco cardiovascular como a obesidade, padrão de consumo alimentar e hábitos sedentários em pacientes dislipidêmicos de um hospital de alta complexidade em cardiologia.
Foram recrutados 87 pacientes admitidos no ambulatório de Nutrição do Serviço de Aterosclerose e Prevenção Cardiovascular Instituto Nacional de Cardiologia com dislipidemia . Avaliou-se IMC, circunferência da cintura de risco (CC, mulheres >80 e homens >94 cm), hábitos alimentares, presença de compulsão alimentar e fatores clássicos de risco para doença cardiovascular.  Análise estatística foi realizada utilizando o SPSS.
Na população estudada observamos 90% de hipertensos, 73 % diabéticos e 58% com infarto prévio. Sexo feminino apresentou maior freqüência de hipercolesterolemia (LDL>160; 55,3%; 13,8%, p<0,001), perfil diferente do sexo masculino com maior número de pacientes com hipertrigliceridemia (TG>400; 37,5%; 16,2% p=0,04).
Merece destaque a inadequação em relação aos 10 passos de alimentação saudável preconizados pelo MS, a população atingiu uma média de 5 passos (min2- max8) somada a freqüência baixa de consumo de frutas e verduras, frutas e leite e derivados resultando em 100% de inadequação dietética.
Verificou-se que os dislipidêmicos permanecem em média 4 horas diárias expostos à programação televisiva e apenas 18% são praticantes de atividade física. Fatores estes que contribuem ainda mais para o perfil nutricional encontrado de 44,7% sobrepeso e 42% obeso e com CC de risco em 87,4% dos pacientes.
Pacientes dislipidêmicos de um hospital de alta complexidade apresentam alta prevalência de fatores de risco modificáveis, como 80% de excesso de peso, 82% sedentarismo e 100% de inadequação no padrão alimentar. Deve ser realizada implantação de medidas preventivas através da modificação do estilo de vida.