Gastronomia e Coração Saudável foi tema da última reunião
científica mensal da Sociedade de Cardiologia do RJ no dia 30 de junho. A alimentação constitui uma das atividades humanas mais importantes, não só por razões biológicas, mas também por envolver aspectos sociais e psicológicos. Comemos por que temos fome, mas também quando nos encontramos com os amigos, os almoços de família e também comemoramos aniversários, dia dos namorados, festa junina, etc…
O binômio alimentação e qualidade de vida está sendo cada vez mais estudado. Já é consenso a necessidade de uma alimentação adequada a fim de prevenir doenças e garantir uma vida saudável. Neste contexto, principalmente em momentos de doença e de perda de peso, a dieta é prescrita e o aspecto sensorial é deixado de lado. Assim, a proposta de alimentação saudável fica inviável, impalatável, monótona e resultado é a insatisfação. O aspecto do prazer no ato de se alimentar é especialmente relevante quando se busca qualidade de vida!
A gastronomia aliada a nutrição pode proporcionar o prazer, associando a qualidade do alimento com as sensações gustativas, olfativas que ele desperta em quem o ingere. Os alimentos por si só não estimulam o homem a se alimentar. Saber que o alimento é rico em fibras ou com omega 3 não proporciona sensações gustativas. É necessário torná-los atraente.
Associação entre dieta e “frango grelhado com alface” precisa ser abolida! As refeições precisam deixar de ser monótonas e virar saborosas! Apenas assim, a adesão será satisfatória! Lembrando apenas que as dietas restritas, dietas da moda, dietas de revista além de não fornecerem calorias suficientes, são desbalanceadas, levam a deficiências nutricionais, não induzem a mudança de comportamento e nem do padrão alimentar. Por tanto são insustentáveis.
A boa notícia é que é possível aprender a comer com prazer, e isto é indispensável para uma alimentação saudável. Você é o que você come!
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