Antioxidantes
são substâncias que neutralizam os radicais livres (RL) reduzindo-os pela adição de um elétron do íon
hidrogênio. O RL apresenta funções fisiológicas e também patológicas podendo
gerar aterosclerose (hipótese oxidativa). Nosso organismo tem antioxidantes
enzimáticos (GPX, CAT, SOD) e não enzimáticos (nutrientes – vitamina E, C, A,
beta caroteno, selênio) que agem em sinergismo. A quantidade de antioxidantes
que deveremos ingerir é determinada pelas DRIs. Alguns estudos avaliam o uso
desses nutrientes sob a forma de suplementos e outros na forma de alimento.
Estudos
observacionais com vitamina E mostram que os mesmos tem redução do risco de
DAC, porém ensaios clínicos não acham tais resultados, além de evidenciar maior
risco de AVE.
O primeiro importante Trial com a vitamina C, nutriente que atua
como antioxidante na fase aquosa, não mostrou melhora dos desfechos CV. Já em
relação ao b caroteno, os estudos observacionais são muito claros em relação a
maior concentração sérica na redução de DCV, mas em meta-análise recente com
suplementação não mostra efeito benéfico.
Selênio, mineral essencial para a
síntese da glutationa peroxidase, ao ser suplementado sob a forma de alimento
(castanha do Brasil) apresentou um efeito antioxidante superior quando
comparado as pastilha de selênio. Por fim muitos trabalhos estão em andamento
para avaliar o efeito antioxidante do resveratrol, polifenol encontrado
principalmente na uva e no vinho tinto, mostrou que houve melhora na resposta
vascular.
E os multivitaminicos, que são mais frequentemente consumidos, também
falharam em mostrar melhora na qualidade de vida e nos desfechos DCV. Alguns
pesquisadores levantam a hipótese do paradoxo dos antioxidantes que o efeito
protetor da dieta não é equivalente ao efeito protetor dos antioxidantes da
dieta, como por exemplo, dietas ricas em b caroteno protegem, mas não é o b
caroteno o agente protetor.
Pesquisadores ressaltam que os alimentos tem muitos
nutrientes – distinguir o efeito dos vários nutrientes é complicado. Importante
ainda considerar que os indivíduos ingerem alguma quantidade de antioxidantes –
o efeito da suplementação depende da quantidade habitualmente consumida. Sendo assim,
ideal avaliar os níveis dos nutrientes pré-tratamento com suplementos.
American
College of Cardiology and American Heart Association (AHA) defende que “não há
base para recomendar aos pacientes a ingestão de suplementos de vit C e E ou
outros antioxidantes para o propósito de prevenir ou tratar DAC”. Comitê de
Nutrição do AHA: “dados científicos não justificam o uso de suplementos de
vitaminas antioxidantes para reduzir o risco cardiovascular”.
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