Dados
publicados na Revista Brasileira de Epidemiologia em 2011 teve como objetivo foi avaliar as questões
marcadoras de consumo alimentar e sua evolução temporal.
Foram avaliados 135.249 indivíduos de 27 cidades
brasileiras, entrevistados nos anos de 2007 – 2009.
Observou-se aumento estatisticamente significativo nas
frequências de consumo de feijão, leite integral e refrigerante normal e diminuição
no consumo de leite desnatado.
Mesmo com aumento de
11 para 13% de indivíduos que referiram consumir feijão diariamente, esses
percentuais são baixos; assim como o consumo
recomendado de 3 porções de frutas e 3 porções de hortaliças por dia, que foi
referido por menos de 15% da população em todos os anos, com queda de 5 para 3%
para as hortaliças. O refrigerante não diet foi o item com maior
aumento no consumo, passando de 60 para 67%. Os itens avaliados
apresentaram fraca correlação e não configuram um constructo único de
alimentação saudável.
Os autores concluiram que a qualidade da dieta dos
brasileiros tem piorado e é necessária melhor qualificação dos marcadores
alimentares considerados de risco para doenças crônicas não-transmissíveis.
Rev Bras Epidemiol2011; 14(1) Supl.: 44-52
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