sexta-feira, 21 de setembro de 2012

33 Simpósio do Instituto Nacional de Cardiologia

Acontecerá no Hotel Mariott nos dias 13 e 14 de novembro.

Não percam!!
Vejam a programação completa:
www.33simposioinc.com.br

Alguns temas:

"Nutrientes essenciais: Alimentos ou Suplementos"
Moderadora: Dra.Glaucia Maria Moraes de Oliveira (presidente da SOCERJ)
*Suplementos antioxidantes para cardiopatas
Palestrante: Annie Seixas Bello Moreira
* Alimentos funcionais para cardiopatas
Palestrante: Glorimar Rosa
Diabetes, dislipidemia e Hipertensão Arterial: como manusear na atualidade?
*Novos fármacos para o controle da Diabetes
Palestrante: Dr. Alexander Benchimol
*Tratamento das dislipidemias graves
Palestrante: Dr. Marcelo Heitor Vieira Assad
*Hipertensão Arterial Resistente: Fatores Clinicos e etiologicos, a terapêutica adotada
Palestrante: Dr. Ivan Luiz Cordovil de Oliveira
Doença Cardiovascular no jovem"
Moderador: Dra. ReginaMaria de Aquino
*Jovem com doença aterosclerotica
Palestrante: Dra. Andrea Rocha de Lorenzo
* Estudo de Risco Cardiovascular em Adolescentes
Palestrante: Dra. Maria Cristina Caetano Kuschnir
"Preparando para alta hospitalar: pacientes submetidos a cirurgia cardiaca"
Moderadora: Dr. Jose Eduardo Siqueira
* Repercussões emocionais
*Orientações quanto aos cuidados e recuperação da autonomia

sábado, 1 de setembro de 2012

XIV Encontro de Nutrição do HCE

No XIV Encontro de Nutrição do HCE dia 19 de setembro abordarei o controverso tema: Suplementos Antioxidantes em Cardiopatas.

Antioxidantes são substâncias que neutralizam os radicais livres (RL) reduzindo-os pela adição de um elétron do íon hidrogênio. O RL apresenta funções fisiológicas e também patológicas podendo gerar aterosclerose (hipótese oxidativa). Nosso organismo tem antioxidantes enzimáticos (GPX, CAT, SOD) e não enzimáticos (nutrientes – vitamina E, C, A, beta caroteno, selênio) que agem em sinergismo. A quantidade de antioxidantes que deveremos ingerir é determinada pelas DRIs. Alguns estudos avaliam o uso desses nutrientes sob a forma de suplementos e outros na forma de alimento.

Na palestra iremos discutir e eficácia e a segurança dos suplementos antioxidantes tendo com base estudos observacionais e clínicos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Dia Mundial do Coração

A Sociedade Brasileira de Cardiologia organizou um bate papo para comemorar o Dia Mundial do Coração, que será no dia 29 de setembro de 2012.
 
A entrevista foi conduzida pelo Dr. Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.Na video- aula eu falei de alimentação para um coração saudável e o Dr   Victor Matsudo falou sobre a importância da atividade física. Dr Victor é médico do esporte e ortopedista e Vice-Presidente do Conselho Internacional de Ciências do Esporte - ICSSPE.
 
A World Heart Federation escolheu para 2012 como foco central para prevenção as mulheres e crianças. 
É importante lembrar que estimular pequenas mudanças ajudam a reduzir o riscos de derrames e doenças cardíacas. Os três fatores destacados pela World Heart Federation foram: a alimentação saudável,  atividades físicas, e banir o uso do tabaco.

Como vocês podem ver nas postagens anteriores, cada vez mais as pessoas estão buscando alimentos processados que geralmente contém alto teor de açúcar, sal, gorduras saturadas e trans. Dietas não-saudáveis estão ligadas a 4 dos 10 maiores fatores de risco de morte no mundo (diabetes, dislipidemia, hipertensão e a obesidade). Uma dieta saudável para o coração, rica em frutas e vegetais, ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e derrames.

Inatividade física causa 6% de mortes globais. Fatores de risco, como obesidade, diabetes e a falta de atividade física, presentes na infância podem aumentar muito a  probabilidade de uma criança de desenvolver doenças cardíacas quando adulto.

Dr Victor Matsudo apresentou o Agitol, não sei se vocês conhecem, mas falarei mais sobre esse "medicamento" maravilhoso na próxima postagem, aguardem!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Como está o padrão alimentar do brasileiro?

O artigo apresenta a distribuição regional e socioeconômica da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, em 2008-2009. O estudo foi feito através da Pesquisa de Orçamento Familiar 2008-2009 sobre aquisição de alimentos e bebidas para consumo doméstico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística​​. Em 55,970 famílias foram registradas durante 7 dias consecutivos a quantidades de alimentos consumidos e foram convertidos em calorias e nutrientes.
A quantidade de proteínas foi adequada em todos os estratos regionais e socioeconômicas. Por outro lado, um excesso de açúcar e gorduras foi observada em todas as regiões do país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A proporção de gorduras saturadas foi elevada em áreas urbanas e consistente com a maior contribuição dos produtos de origem animal. Disponibilidade limitada de frutas e vegetais foi encontrada em todas as regiões. Um aumento no conteúdo de gordura e redução do conteúdo de carboidratos da dieta foram observados no maior nível sócio-econômico.

(Rev Saude Publica. 2012 Feb;46(1):6-15)

A dieta do brasileiro está piorando sugere estudo

Dados publicados na Revista  Brasileira de Epidemiologia em 2011 teve como  objetivo foi avaliar as questões marcadoras de consumo alimentar e sua evolução temporal.
Foram avaliados 135.249 indivíduos de 27 cidades brasileiras, entrevistados nos anos de 2007 – 2009.
Observou-se aumento estatisticamente significativo nas frequências de consumo de feijão, leite integral e refrigerante normal e diminuição no consumo de leite desnata­do.
Mesmo com aumento de 11 para 13% de indivíduos que referiram consumir feijão diariamente, esses percentuais são baixos; assim como o consumo recomendado de 3 porções de frutas e 3 porções de hortali­ças por dia, que foi referido por menos de 15% da população em todos os anos, com queda de 5 para 3% para as hortaliças. O refrigerante não diet foi o item com maior aumento no consumo, passando de 60 para 67%. Os itens avaliados apresentaram fraca correlação e não configuram um constructo único de alimentação saudável.
Os autores concluiram que a qualidade da dieta dos brasileiros tem piorado e é necessária melhor qualifi­cação dos marcadores alimentares consi­derados de risco para doenças crônicas não-transmissíveis.
Rev Bras Epidemiol2011; 14(1) Supl.: 44-52

Beber suco engorda?

Publicado na Public Health Nutrition um estudo em crianças da quarta série sobre a influencia do consumo de água e bebidas açúcaradas e alterações no IMC (índice de massa corporal).
O objetivo do trabalho foi avaliar se a água potável per se é associado com beber menos de outras bebidas e se as alterações no IMC estão associados com a ingestão de água e outras bebidas.
O trabalho foi realizado em escolas públicas da região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil. Os participantes foram 1134 estudantes com idades entre 10-11 anos.
A freqüência basal de consumo de água foi negativamente associado com a mudança de peso acima de 1 ano, mas sem significância estatística (coeficiente = -0 · 08 kg/m2; IC 95% -0 · 37 anos, 0,24 kg/m2) , enquanto o consumo de suco de fruta foi positivamente associado com a mudança de peso: a cada aumento da ingestão de suco de fruta de 1 copo / d foi associada a um aumento do IMC de 0,16 (IC 95% 0,02, 0,30) kg/m2.
Os resultados não suportam um efeito protetor do consumo de água no IMC, mas confirmam o consumo de sucos como um fator de risco para ganho de IMC.


(Public Health Nutrition, maio 2012)

O que comemos quando estamos fora de casa?

A professora Roseli Sichieri do Departamento de Epidemiologia da UERJ publicou no mês passado no British Journal of Nutrition uma pesquisa sobre a contribuição dos alimentos consumidos fora de casa para o consumo de energia durante o dia.
O objetivo do estudo foi estimar a contribuição da dieta de fora de casa no consumo total de alimentos e investigar a associação entre comer fora de casa e consumo total de energia em áreas urbanas brasileiras. Na primeira pesquisa nacional de alimentação, realizado em 2008-9, registros alimentares foram coletadas de 25.753 indivíduos com 10 anos ou mais, residentes em áreas urbanas do Brasil. Os alimentos foram agrupados em trinta e três grupos de alimentos, e o consumo médio de energia fornecida com comida fora-de-casa foi estimada.
Do total da população, 43% consumiram pelo menos um item alimentar fora de casa. O consumo médio de dos alimentos consumidos fora de casa era 337 kcal, com média de 18% do consumo energético total.
Comer fora de casa foi associada com aumento da ingestão calórica total, exceto para os homens no nível de renda mais alta. O maior percentual de alimentos consumidos fora-de-casa foi de alimentos com alto teor de energia, tais como bebidas alcoólicas (59%), salgadinhos assados ​​e fritos (54%), pizza (42%), refrigerantes ( 40%), sanduíches (40%), e doces e sobremesas (30%).
O consumo de alimentos fora de casa foi relacionado a um maior consumo de energia.
Br J Nutr. 2012 Jul 31:1-8. [Epub ahead of print]